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Conselho fiscal questiona processo de destituição dos três executivos

 

30/10/2014 às 05h00

Valor Econômico - por Ivo Ribeiro | De São Paulo

O conselho fiscal da Usiminas, formado por cinco integrantes, adicionou mais um ingrediente ao conflito societário envolvendo os dois principais acionistas controladores da siderúrgica mineira: a japonesa Nippon Steel & Sumitomo, e a argentina Ternium.

Em reunião na terça-feira, para analisar as demonstrações financeiras do terceiro trimestre da companhia, quatro dos cinco integrantes fizeram, em um parecer de cinco páginas, críticas à atuação do presidente do conselho de administração, Paulo Penido, durante a reunião do conselho, em 25 de setembro. Na ocasião, Penido colocou em votação o pedido da Nippon Steel pelo afastamento de três executivos da Usiminas, incluindo o presidente da empresa.

Além disso, devido ao empate na votação dos conselheiros, Penido exerceu o voto de minerva que definiu a destituição de Julián Eguren e dos vice-presidentes Paolo Bassetti e Marcelo Chara, todos indicados pela Ternium.

Conforme a ata da reunião, disponível no site da companhia, o conselheiro Masato Ninomya não acompanhou a opinião dos demais membros e manifestou-se contrário à apresentação do parecer do conselho fiscal.

O parecer questiona os relatórios de auditoria interna que indicaram irregularidades no pagamento de "bonus car" aos três executivos a partir de maio de 2012. E reforça que o referido pagamento de benefícios foi aprovado pelo conselho de administração, dentro da política para expatriados. Aponta ainda que os relatórios da Deloitte e Ernst & Young não são conclusivos em suas apurações.

Sobre a destituição dos executivos, conclui não haver convicção quanto à legitimidade do voto de desempate do presidente do colegiado de conselheiros. E faz um questionamento do ato de Penido, o qual "viabilizou a destituição de 40% dos diretores estatutários" da companhia siderúrgica.

Procurada, a Nippon Steel informou que discorda do parecer dos quatro dirigentes do conselho fiscal e declarou que a decisão foi válida. E que foi reconhecida na Justiça de Minas Gerais, que negou três pedidos de liminares da Ternium para reconduzir os executivos.

Os conselheiros que assinaram o parecer são: Paulo Frank Coelho da Rocha (presidente), Lúcio de Lima Pires, Jânio Carlos Endo Macedo e Telma Suzana Mezia.

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