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OGX e credores de bônus próximos de selar acordo prévio

Valor Econômico

Por Graziella Valenti | De São Paulo

A OGX, petroleira controlada pelo empresário Eike Batista, está muito próxima de fechar um acordo com os "bondholders". Nos próximos dias, detentores dos bônus e a companhia devem trabalhar na redação de um acordo prévio, uma espécie de documento contendo as condições básicas do negócio ("term sheet"), apurou o Valor.

Tudo está caminhando para que os 'bondholders' convertam toda a dívida, de US$ 3,6 bilhões, em capital, diluindo os atuais acionistas, o controlador Eike Batista e os minoritários. Além disso, eles também devem injetar de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões na empresa.

É com esses recursos novos que serão colocados na petroleira que eles devem conseguir recuperar mais rápido alguma parte de todo o valor já investido na companhia. Pelas regras da Recuperação Judicial, recursos novos que forem injetados na empresa podem ter prioridade no plano junto aos credores. No plano que for desenhado, a companhia pode priorizar o grupo que atuar de maneira mais eficaz e amigável à melhoria de sua situação financeira e operacional.

O "term sheet" já deve ter diversos detalhes, como o preço das ações a que será feita a conversão da dívida em capital. Os recursos que serão obtidos com "bondholders" serão suficientes para todo o ano de 2014 para a OGX. Além disso, a empresa também deverá descontar antecipadamente os R$ 95 milhões que tem para receber, em parcelas, a partir de 2015, pela venda da OGX Maranhão.

Com o documento assinado, devem ser encerradas conversas para obtenção de novos investidores. A definição sobre a suficiência do dinheiro novo dependerá apenas de como vai se comportar a Queiroz Galvão, sócia da OGX no poço BS-4, adquirido da Petrobras.

O impasse em relação aos créditos detidos pela OSX (companhia de construção naval de Eike Batista) e OGX também estarão resolvidos nesse acordo prévio. A expectativa é que todas as partes envolvidas - OGX, OSX e bondholders - encontrem um consenso num débito de US$ 1,6 bilhão pela petroleira para a companhia de estaleiros. Inicialmente, a OSX queria cobrar US$ 2,5 bilhões da OGX.

A principal condição exigida pelos bondholders é que todo o processo de recuperação seja feito da forma mais expressa possível. Por isso, um plano para os credores deve ser apresentado antes do prazo regulamentar de 60 dias. O cenário ideal é que a OGX possa 'emergir' da recuperação judicial em março de 2014, ou seja, dentro de apenas quatro meses.

A empresa entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio no mês de outubro.

A celeridade no processo é atípica para casos de recuperação judicial. Entretanto, uma combinação de fatores, como a efetiva urgência da companhia por recursos, o estágio pré-operacional e a pequena quantidade de envolvidos (comparado a outros tipos de processos) contribuem para a definição de uma solução rápida.

 

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