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CCDI desiste de saída do Novo Mercado em oferta para fechar capital

Por Natalia Viri | Valor

SÃO PAULO - A Camargo Corrêa decidiu desvincular a oferta pública de aquisição (OPA), de fechamento de capital da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), da  operação que tiraria a sua subsidiária do Novo Mercado.

De acordo com fato relevante divulgado há pouco, a companhia manterá a oferta de R$ 5,50 por ação para tirar a CCDI da bolsa. Para concluir a operação, a controladora precisa que pelo menos dois terços dos detentores de ações em circulação se desfaçam dos papéis.

No entanto, se não atingir essa adesão, a CCDI continuará a ser listada no Novo Mercado, segmento com padrões mais rígidos de governança corporativa da BM&FBovespa. De acordo com as regras da bolsa, ao decidir sair do segmento, o controlador precisa fazer uma oferta aos acionistas de acordo com o valor econômico da empresa, conforme laudo de avaliação realizado por empresa especializada. Nesse caso, no entanto, não há adesão mínima prevista, já que, na prática, a oferta é considerada como um “direito de retirada” para os acionistas que não concordarem com os novos padrões de governança.

A sobreposição das duas ofertas causou desconforto no mercado, pois a saída do Novo Mercado era vista como um fator de pressão para que os acionistas se desfizessem dos papéis. Além disso, na oferta de saída do segmento de governança, os minoritários não podem pedir uma nova avaliação das ações e apenas aceitam ou não o valor proposto pelo controlador.

Ao contrário, na OPA para fechamento de capital, é possível contestar o preço. E foi o que aconteceu no caso da CCDI. A oferta lançada inicialmente em março era de R$ R$ 4,70 por ação. Minoritários detentores de mais de 10% das ações não aceitaram o preço e pediram um novo laudo, que apontou em preço entre R$ 5,43 e R$ 5,97 por ação. Para dar continuidade à operação, a Camargo Corrêa elevou a proposta, para R$ R$ 5,50 por ação.

A polêmica em relação à sobreposição das OPAs para fechamento de capital e saída do Novo Mercado começou com a tentativa do Itaú de tirar a Redecard da bolsa. O banco lançou mão da estratégia de unificar as ofertas, mas desistiu de sair do segmento de governança corporativa em caso de fracasso da OPA para fechamento de capital por conta da repercussão negativa da iniciativa frente aos investidores. Na época, a Associação de Investidores do Mercado de Capitais (Amec) divulgou uma carta em que rechaçou a unificação das ofertas.

Atualmente, tanto CCDI quanto Redecard esperam aprovação do edital da OPA na CVM para prosseguir com a oferta para saída da bolsa.

 

(Natalia Viri | Valor)

 

 

Matéria publicada pelo Valor Online. Leia mais em:

http://www.valor.com.br/empresas/2765002/ccdi-desiste-de-saida-do-novo-mercado-em-oferta-para-fechar-capital#ixzz21jxrRTPR

 


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