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notícias A voz da minoria


A voz da minoria

 

Por Ricardo Gallupo

O nome é feio de doer — tag along — e não tem tradução para o português. Mas esse mecanismo pode jogar água fria na fervura de um dos principais negócios anunciados nos últimos meses no Brasil. Conforme reportagem de Denise Carvalho, publicada na edição de ontem do BRASIL ECONÔMICO, a Previ (o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) pretende reivindicar seus direitos de acionista minoritário e recorrer à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A ideia é contestar a venda de quase 28% das ações ordinárias da Usiminas ao grupo argentino Techint. Conforme o tag along, o investidor que adquirir ações do grupo de controle de uma sociedade anônima tem algumas obrigações a cumprir para com os donos de participações menores. Entre elas está a de pagar pelas ações dos minoritários 80% do preço oferecido pelos papéis que pretendam adquirir do bloco de controle. A intenção desse mecanismo (relativamente novo no mercado mobiliário brasileiro) é dar aos minoritários o direito de decidir se querem ou não querem conservar sua participação numa empresa que mudou de mãos. Faz sentido: afinal, faz parte das regras de um mercado civilizado dar aos investidores o direito de escolher de quemdesejamser sócios.

O tag along, bemcomo a certeza de que ele será acionado emcaso de necessidade, é importantíssimo. Ainda mais num momento em que a bolsa de valores se esforça para ampliar seu papel e reforçar sua imagempública como espaço para negócios relevantes.

 

Matéria publicada pelo Brasil Econômico em 02/12/11. Leia a íntegra no jornal.

 


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