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notícias 'É preciso reconstruir a credibilidade', diz Miriam Leitão sobre Petrobras


'É preciso reconstruir a credibilidade', diz Miriam Leitão sobre Petrobras

 

O importante é entender que ela não está caindo por causa da corrupção, que vem sendo investigada. A maior parte dos casos que estão sendo investigados aconteceu antes da gestão dela. Ela está caindo pelo que ela fez de certo. Ela está caindo porque foi divulgado no balanço que duas auditorias externas contratadas pela Petrobras encontraram uma diferença no valor e no valor que estava no balanço de R$ 88 bilhões.

O governo não gostou desse número ser divulgado. Mas, não era possível esconder esse número que é o que o mercado chama, não o mercado em si mas a legislação de mercado e capitais, de fato relevante. Esse dado não poderia ser sonegado ao mercado.  Portanto, tinha que estar na demonstração financeira que foi divulgado na semana passada.

E a presidente Dilma não gostou, o governo não gostou que esse número saísse. E lá dentro, na reunião do conselho de administração, os representantes do governo como o ex-ministro Guido Mantega e a ex-ministra Miriam Belchior foram contra a divulgação desse dado. Mas esse dado tinha que sair.

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Não adianta trocar uma diretoria e não trocar a atitude do sócio controlador que é o governo. O governo tem que entender que a empresa não é governamental. É uma empresa de economia mista, tem acionistas privados e o controlador, o maior acionista, é o Estado brasileiro. Portanto, a empresa pertence ao Estado brasileiro. Está na maior crise da sua história, precisa ser resgatada.

É preciso reconstruir a credibilidade. Portanto, esse movimento pode ser uma oportunidade de reconstrução desde que o governo não pense que é uma empresa do governo, da atual administração que comanda o país.

Tem que ser alguém que tenha independência e as pessoas olhem, os acionistas pequenos, médios e grandes olhem e falem: essa pessoa vai tomar decisão, não ficar a cada cinco minutos ligando par ao Palácio do Planalto para perguntar o que pode fazer. Tem que administrar de fato a companhia no interesse dos acionistas.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/02/e-preciso-reconstruir-credibilidade-diz-miriam-leitao-sobre-petrobras.html

 

 


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