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Moody's rebaixa notas da Mendes Júnior e da OAS

19/11/2014 às 05h00

Valor Econômico - por Ligia Tuon | De São Paulo

As denúncias de pagamento de propina envolvendo Petrobras e alguns seus fornecedores atingiu a nota de crédito das empreiteiras Mendes Júnior e OAS. A Moody's rebaixou a nota da Mendes Junior de B2 para B3 e reduziu a sua perspectiva em relação aos títulos de estável para negativa. A decisão foi tomada diante do aumento do risco de queda na liquidez da companhia, após denúncias envolverem um de seus principais executivos na operação Lava-Jato.

A agência cita que a Petrobras é um importante cliente da Mendes Junior e que corresponde a 15% de seus serviços. "Embora as investigações ainda estejam em andamento e nenhuma conclusão tenha sido tomada, acreditamos que esses eventos podem prejudicar a liquidez já apertada da Mendes Junior", diz a agência em relatório.

A Moody's cortou a perspectiva para todas as notas de crédito da OAS de estável para negativa. A mudança foi motivada pela percepção de aumento no risco operacional para a companhia, após denúncias de corrupção envolverem seus principais executivos. A nota da Moody's vem dias depois de dois dos principais executivos da OAS também terem sido presos na operação Lava-Jato. A perspectiva negativa reflete também as métricas de crédito mais fracas e alavancagem elevada, pressionadas pelo aumento da inflação e dos juros", acrescenta a agência.

"O ambiente macroeconômico desafiador no Brasil pode resultar em taxas de investimento mais baixas e menos projetos e investimentos por parte das empresas em leilões para o ano que vem", diz. "Além disso, os atrasos na aprovação de projetos públicos e a consequente dificuldade para melhorar margem preocupa o setor".

Ainda assim, o rating B1 reflete a posição sólida da empresa no mercado de construção, segundo a Moody's, além do sólido histórico de execução do grupo. O rating também considera a boa liquidez da OAS. "Falta para a empresa a expansão e práticas de governança corporativa", diz em relatório.

Uma elevação dos ratings da OAS é improvável neste momento, segundo a Moody's, mas a recomendação pode aumentar ou ficar estável se a empresa for capaz de sustentar um crescimento de sua receita e um nível saudável para o seu desempenho operacional. "Neste cenário, o ideal seria que o grupo atingisse a dívida bruta em relação ao Ebitda, que mede a alavancagem, abaixo de 6,5 vezes."

Os bônus perpétuos da OAS despencam ontem no mercado internacional. Os títulos, emitidos no ano passado e não têm vencimento definido, eram negociados a 68,50% de seu valor de face, quase 20 pontos a menos que na sessão anterior. Ontem, foram registradas ordens cotando o papel a 59,5% do valor de face. O preço dos bônus já caiu 30 pontos desde o início de setembro, antes da intensificação das denúncias envolvendo a construtora na operação Lava-Jato. (Colaborou Talita Moreira)

 

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