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notícias Governança atrai recursos às companhias abertas em 2012


Governança atrai recursos às companhias abertas em 2012



São Paulo - Em cenário de prolongamento da crise internacional em 2012, o presidente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Gilberto Mifano, avalia que somente o aprofundamento da utilização das práticas de governança corporativa poderá atrair mais recursos para as empresas. ´As companhias fechadas e abertas precisam se estruturar para captar recursos, e os investidores estão cobrando cada vez mais transparência das empresas´, diz o presidente do IBGC.

É consenso no mercado financeiro que os investidores em temporada de aversão a risco vão continuar sendo muito seletivos ao definir em que e quanto aportar de seus recursos, seja no mercado acionário, em participação de capital em empresas fechadas, ou em títulos privados.

Em 2012, um dos desafios das empresas listadas no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) é cumprir a cota mínima de 20% de conselheiros independentes. ´Será um período de escolhas importantes às companhias, trazer um olhar externo com experiência e visão que adicione valor ao negócio.´ Outra mudança que deve alterar o perfil dos conselhos de administração das companhias é separar o cargo do presidente-executivo da função de presidente do conselho de administração. ´São ajustes que foram feitos em 2011 no Novo Mercado e que passam a valer em 2012. As companhias chamarão assembleias para decidir essas questões´, afirma Mifano.

Quanto às companhias de capital fechado, Mifano diz que o desafio é montar uma estrutura de governança adequada à nova realidade do mercado. ´Implantar conselhos com atuação mais independente e a adoção de comitês - consultivo, fiscal, de auditoria - além da adaptação às práticas contábeis dos IFRS [padrão internacional]´, sugere. ´Este último é um grande desafio para os departamentos de contabilidade das companhias, pois a essência prevalece sobre a forma. É preciso adaptar a regra sobre a essência´, cita o presidente. Ele deu um exemplo prático do quão importante é seguir das regras dos IFRS. ´Quando uma companhia procura crédito ou capital para investir e crescer, a primeira solicitação do banco ou do investidor é que a empresa apresente seu balanço. Governança é uma coisa irreversível´, diz Mifano. O IBGC congrega mais de 1,7 mil associados, 85% dos quais (empresários, conselheiros e herdeiros) não são ligados a companhias brasileiras abertas.

Em relação às companhias listadas em bolsa, Mifano cobra mais rapidez da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para julgar processos. ´Não pode demorar 3 ou 4 anos para agir; cada caso de conselheiro ou executivo punido serve de exemplo para os outros´, disse ao DCI, referindo-se a julgamentos recentes sobre o período da crise de 2008.

Mas ele elogiou o trabalho do órgão regulador pela exigência do Formulário de Referência. ´É um instrumento poderoso de informação ao investidor, mas não deve ser feito por apenas uma pessoa, mas envolver todas as áreas da companhia.´ Mifano também alertou para o excesso de páginas nos balanços. ´Informação demais não é transparência; pelo contrário, atrapalha a leitura e esconde ou omite informações importantes. Devem estar ali as informações relevantes´, orientou.

 

Matéria publicada pelo DCI em 03/01/12.

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