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Minoritário quer voz na Usiminas

Valor Econômico

12 de abril de 2013

Minoritário quer voz na Usiminas

Por Ana Paula Ragazzi | Do Rio

A Geração Futuro, acionista da Usiminas, lançou um pedido público de procuração para convidar outros acionistas a participar da eleição de um novo conselho de administração da empresa. O pedido foi divulgado ao mercado pela própria Usiminas.

No último dia 27 de março, o conselho da Usiminas reuniu-se extraordinariamente. Na pauta estava a renúncia do conselheiro Nobuhiko Ikura, diretor-presidente da Nippon Steel USA, que faz parte do bloco de controle da empresa. A razão da saída não está descritas na ata da reunião e, para o lugar dele, foi nomeado Eiji Hashimoto, diretor executivo da Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation.

Foi convocada, então, assembleia extraordinária para 16 de abril para eleger um novo conselho. Isso foi necessário porque o conselho atual, que teria mandato até 2014, foi eleito por meio de voto múltiplo e, nesse caso, a saída de um dos membros pede a eleição de um novo conselho. Ele também será eleito via voto múltiplo. Nesse sistema, em vez de votar em uma chapa, o acionista vota em integrantes isolados e pode distribuir suas ações entre vários nomes.

Na mesma reunião, os controladores da Usiminas indicaram sete candidatos para a reeleição. Como o conselho da empresa poderá contar com até 13 integrantes, a Geração se mobiliza para chamar a atenção de outros acionistas para o evento societário.

O pedido é feito pela Geração Futuro L Par, que tem 5,42% das ações preferenciais da Usiminas, que representam 2,73% do capital total. O fundo reúne recursos do investidor Lirio Parisotto, que é conselheiro licenciado da Usiminas. Na procuração, o fundo pede o apoio para eleger Julio Sergio de Souza Cardozo, que trabalhou na Ernst &Young e é do conselho fiscal da Celesc. Como a gestora já tem uma cadeira na empresa, aparentemente pretende provocar outros acionistas para aumentar o número de independentes no conselho.

Procuradas, Geração Futuro e Usiminas não deram entrevista.

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Bando do Brasil, com 5,87% do capital total, também tem vaga no conselho.

Outro acionista relevante da Usiminas é a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que, por meio de compras realizadas na bolsa, tem 11,66% das ONS e 20,14% das PNS, que equivalem a 15,91% do capital total. No ano passado, no entanto, o Cade proibiu a CSN de indicar membros aos conselhos de administração e fiscal da Usiminas. O entendimento é que as duas companhias competem entre si e a CSN poderia ter acesso a informações relevantes da Usiminas.

A atenção dos minoritários à empresa também é crescente devido à entrada da grupo ítalo-argentino Techint no capital da Usiminas, em 2012. A CSN quer provar na Justiça que houve troca de controle societário nessa operação.

 

 

 

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